Problemas de visão em crianças em idade escolar: entenda por que os casos têm aumentado no Brasil

Os problemas de visão em crianças em idade escolar têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 20% das crianças apresentam algum tipo de alteração visual durante a fase escolar. Entre os diagnósticos mais comuns estão miopia, hipermetropia e astigmatismo, condições que podem impactar diretamente o aprendizado, o desenvolvimento cognitivo e a qualidade de vida.

Além das dificuldades para enxergar, alterações visuais muitas vezes se manifestam por meio de sinais indiretos, como queda no rendimento escolar, dificuldade de concentração, irritabilidade ou desinteresse por atividades que exigem esforço visual, como leitura e escrita.

 

Por que os problemas de visão infantil têm aumentado?

Especialistas apontam que o uso excessivo de telas é um dos principais fatores relacionados ao aumento dos casos de fadiga ocular e miopia infantil. A exposição prolongada a celulares, tablets, computadores e videogames reduz a frequência do piscar, favorece o ressecamento ocular e aumenta o esforço de foco contínuo para curtas distâncias.

Estudos internacionais já associam o aumento do tempo em ambientes fechados e a redução das atividades ao ar livre ao avanço da miopia em crianças e adolescentes. A luz natural desempenha um papel importante no desenvolvimento saudável da visão.

Além disso, outros fatores também podem contribuir para alterações visuais, como:

  • Histórico familiar de doenças oftalmológicas;
  • Problemas refrativos não diagnosticados;
  • Estrabismo;
  • Ambliopia, conhecida popularmente como “olho preguiçoso”;
  • Traumas oculares;
  • Infecções;
  • Hábito frequente de coçar os olhos, que pode favorecer doenças como o ceratocone.

Sinais de alerta: quando pais e professores devem ficar atentos?

Na maioria das vezes, a própria criança não consegue identificar que está enxergando mal, justamente porque nunca experimentou uma visão diferente da habitual. Por isso, a observação de pais, responsáveis e professores é fundamental para o diagnóstico precoce.

Alguns comportamentos merecem atenção:

  • Aproximar-se excessivamente de livros, cadernos, televisão ou telas;
  • Dificuldade para enxergar o quadro na escola;
  • Troca de letras ou erros frequentes na cópia de conteúdos;
  • Queixas recorrentes de dor de cabeça;
  • Cansaço ocular ao final do dia;
  • Lacrimejamento excessivo;
  • Sensibilidade à luz;
  • Piscadas frequentes;
  • Hábito constante de esfregar os olhos;
  • Desinteresse por leitura, desenho ou atividades escolares.

Diagnóstico precoce faz diferença no desenvolvimento infantil

O exame oftalmológico infantil vai muito além da simples medição de grau dos óculos. A avaliação visual completa analisa diferentes aspectos do sistema ocular, incluindo:

  • Coordenação motora ocular;
  • Capacidade de foco;
  • Percepção de profundidade;
  • Alinhamento dos olhos;
  • Desenvolvimento visual adequado para cada faixa etária.

O acompanhamento oftalmológico regular é essencial porque a visão da criança muda ao longo do crescimento, especialmente durante os anos escolares.

Quando identificadas precocemente, alterações visuais podem ser tratadas de forma adequada, reduzindo impactos no aprendizado, na socialização e no desenvolvimento global da criança.

 

Teste do olhinho: um exame fundamental ainda nos primeiros dias de vida

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o teste do olhinho, também chamado de teste do reflexo vermelho, deve ser realizado ainda na maternidade, antes da alta hospitalar.

O exame é rápido, indolor e extremamente importante para identificar doenças oculares graves logo nos primeiros dias de vida, como:

  • Catarata congênita;
  • Glaucoma congênito;
  • Retinoblastoma;
  • Retinopatia da prematuridade.

Caso alguma alteração seja identificada, o bebê deve ser encaminhado imediatamente para avaliação especializada.

Além do exame neonatal, o acompanhamento oftalmológico periódico também é recomendado durante a infância, especialmente por volta dos 3, 5 e 7 anos de idade, ou conforme orientação pediátrica e oftalmológica.

 

Como prevenir problemas de visão em crianças?

Algumas medidas simples podem ajudar a proteger a saúde ocular infantil e reduzir o risco de complicações futuras:

Limite o tempo de telas

O uso excessivo de dispositivos eletrônicos deve ser controlado, principalmente em crianças menores. A recomendação é evitar exposição às telas antes dos 2 anos de idade e estabelecer limites progressivos conforme a faixa etária.

Utilize a regra 20-20-20

A cada 20 minutos utilizando telas, a criança deve olhar para um ponto distante por pelo menos 20 segundos. A prática ajuda a reduzir a fadiga ocular.

Incentive atividades ao ar livre

Brincadeiras externas e exposição à luz natural ajudam no desenvolvimento saudável da visão e podem reduzir a progressão da miopia.

Mantenha um ambiente de estudo adequado

Boa iluminação e postura correta durante a leitura e os estudos também são importantes para evitar esforço visual excessivo.

Oriente sobre o hábito de coçar os olhos

Esfregar os olhos com frequência pode provocar lesões na córnea e aumentar o risco de doenças como o ceratocone.

Use proteção solar ocular

Óculos de sol com proteção UV ajudam a proteger os olhos contra danos causados pela radiação ultravioleta desde a infância.

 

Tecnologia e cuidado especializado para a saúde ocular infantil

Localizada na Barra da Tijuca, a Oftalmocasa conta com estrutura especializada e tecnologia avançada para o diagnóstico e acompanhamento de doenças oculares em diferentes faixas etárias.

A unidade realiza mais de 40 tipos de exames oftalmológicos, desde avaliações de rotina até exames de alta complexidade, sempre com foco em diagnóstico preciso, cuidado humanizado e acompanhamento especializado para toda a família.

Porque cuidar da visão desde a infância também é investir em desenvolvimento, aprendizado e qualidade de vida

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